5 Luas que nós humanos poderíamos colonizar

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Um dos sonhos do ser humano é, sem dúvida, encontrar um lugar algum lugar propício para a colonização, para que assim possamos fazer a vida florescer e se tornar abundante em nosso Universo observável. Afinal, está muito difícil encontrar vida inteligente por aí, não é mesmo? Porém, seguimos com a busca…

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Quando falamos sobre colônias humanas sendo estabelecidas no espaço, muitos de nós provavelmente já pensam em Marte, e por boas razões: há milhares de anos temos pensado em nos estabelecer por lá, sendo que até mesmo a NASA e várias empresas privadas estão levando a sério as inúmeras tentativas de colonizar o planeta – e isso por décadas a fio!

Porém, em nosso Sistema Solar, existem lugares em que podemos encontrar água em estado líquido e em alguns desses locais a vida até já existe em sua menor escala. Isso os torna passíveis de serem chamados de “lar” no futuro e merecem a nossa atenção, para quem sabe, possamos chegar lá um dia!

O Universo Inteligente apresenta: 5 luas que os seres humanos poderiam colonizar

5. Europa

Não só existe uma boa chance de que os humanos possam viver em Europa, mas também é possível que a vida já exista por lá. 

Europa é uma das muitas luas de Júpiter e tem uma crosta espessa e gelada, porém os cientistas acreditam que por baixo desta vasta camada, esteja um oceano escondido. 

Europa, uma das diversas Luas de Júpiter.

Essa lua também possui um núcleo interno rochoso, que pode ajudar a criar o ambiente ideal para sustentar a vida alienígena, sejam micróbios simples ou criaturas vivas mais avançadas. 

No entanto, serão necessários estudos sobre o possível oceano e saber como ele circula oxigênio e hidrogênio serão um bom indicador para as chances reais de vida em Europa, bem como quão reais são as possibilidades de os seres humanos serem capazes de colonizá-la. 

A NASA espera descobrir se a água reage com o núcleo rochoso da lua e depois observar se essa reação cria tanto calor quanto hidrogênio, como o processo aqui na Terra. 

Um estudo dos oxidantes na crosta gelada será um indicador sobre a quantidade de oxigênio produzido e quanto dele é “empurrado” para o oceano abaixo. 

Estima-se que a NASA terá estudado Europa muito mais de perto até 2025, já que existem projetos de enviar uma sonda magnética que deve fornecer aos cientistas leituras que lhes darão um indicador da espessura do gelo, além de fornecer informações sobre a profundidade do próprio oceano. Quem sabe, até 2025 obtenhamos uma resposta!

4. Titã

Embora esteja no sistema solar externo, Titã, a lua de Saturno, é provavelmente um dos lugares mais favoráveis ​​para os seres humanos se estabelecerem, já que muitas pessoas acreditam que devemos procurar colonizá-la no futuro.

Todavia, para chegar lá, os seres humanos ainda precisariam de aparelhos para respirar, pois a atmosfera é respirável para nós, mas não haveria necessidade de usar roupas espaciais pressurizadas. No entanto, seria necessário usar roupas de proteção devido às temperaturas severamente baixas, que atingem uma média de –179 graus Celsius.

Lua Titã

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 A gravidade seria um pouco menor que a gravidade de nossa Lua, o que tornaria a caminhada uma atividade “desajeitada”, enquanto viajar pelo ar em veículos simples movidos por nada além de seres humanos seria algo relativamente simples. 

A produção de alimentos também precisaria ser auxiliada por luz artificial, já que Titã recebe apenas entre 1/300 e 1/1000 a quantidade de luz que a Terra recebe, dependendo da quantidade de nuvens. 

Embora não haja água em Titã, o corpo celeste contém metano líquido, o que levou alguns cientistas à teoria de que a vida baseada em metano e não em água pode ser encontrada por lá. 

Certamente, haveria muito o que explorar em Titã se os humanos pudessem ir para lá um dia: existem inúmeros lagos e rios de metano, além de vastas montanhas, sem mencionar o fato de que Titã está a uma distância relativamente curta do próprio planeta Saturno. 

Saturno seria permanentemente visível (dependendo das nuvens) e preencheria cerca de um terço do céu, uma visão realmente mágica, não acha?

3. Ganimedes

Ganimedes é a maior lua de Júpiter e, com o aprimoramento da tecnologia, se tornou alvo de suspeitas de que exista água líquida sob sua superfície. 

Em comparação com outras luas cobertas de gelo, a superfície de Ganimedes é considerada relativamente fina e, portanto, deve ser mais fácil de penetrar. Ganimedes também é a única lua no sistema solar que tem seu próprio campo magnético – o que lhe confere auroras lunares semelhantes às da Terra. O fato dessas auroras não parecerem se mover muito bem indica aos cientistas a hipótese de um oceano sob sua superfície. 

Essa lua também possui uma fina atmosfera de oxigênio e, embora pareça ser muito fina para a vida como a conhecemos, existe o potencial para alguma forma de terraformação. 

Em 2012, a Agência Espacial Europeia recebeu o aval para lançar uma missão para explorar Ganimedes, junto com outras duas luas de Júpiter – Calisto e Europa. A missão está programada para ser lançada em 2022 e deve chegar a Ganimedes uma década depois. 

Embora todas as três luas sejam de imenso interesse para os pesquisadores, acredita-se que Ganimedes possa muito bem conter o ambiente mais rico para estudo e para um possível assentamento humano!

2. Calisto

Calisto é aproximadamente do mesmo tamanho do planeta Mercúrio, sendo a segunda maior lua de Júpiter e outra lua que parece ter um vasto oceano líquido sob sua superfície gelada –  o que faz dela, consequentemente, um local de grande potencial de colonização.

A superfície de Calisto consiste principalmente de crateras e espécies de “campos de gelo”. Nessa lua também é possível encontrar uma atmosfera fina composta de dióxido de carbono. Pesquisas já realizadas sugerem que essa atmosfera está sendo reabastecida pelo dióxido de carbono liberado por baixo da superfície, já que é muito fino para permanecer no local. Os dados iniciais sugerem a possibilidade de que o oxigênio também esteja presente na atmosfera, mas testes adicionais seriam necessários para confirmar se realmente é isso o que acontece.

Como Calisto está a uma distância segura de Júpiter, a radiação do planeta seria relativamente baixa, enquanto a falta de atividade geológica torna o ambiente mais estável para possíveis colonos humanos: tanto na superfície da lua ou em seu subterrâneo!

1. E, por fim… a nossa própria Lua!

Em março de 2016, uma história curiosa foi divulgada em muitas plataformas e mídias sociais, sugerindo que os cientistas poderiam estabelecer uma base em nossa própria lua até 2030.

Chris McKay, astrobiólogo da NASA, é um dos apoiadores que procura tornar dessa missão uma realidade: ele acredita que outras missões na Lua desde a Apollo 17 falharam devido ao fato de serem muito caras, mas o plano de sua equipe custará apenas uma pequena fração do que foi gasto.

Chris afirma que isso se deve em parte às novas tecnologias projetadas para uso na Terra, que também serão muito econômicas no espaço – como carros autônomos e banheiros com sistema de reciclagem de resíduos.

 Enquanto o foco principal da NASA é levar os seres humanos a Marte, McKay acredita que eles não serão capazes de realizar esse sonho antes de estabelecer com sucesso uma base permanente na Lua, afirmando que isso forneceria um “plano” para as missões futuras no planeta vermelho.

 McKay acredita que o fato de outras agências e empresas privadas estarem expressando interesse real e até ter planos para estabelecer uma base na Lua será toda a motivação de que a NASA precisará para que os planos finalmente ocorram.

E você, teria coragem de morar na Lua? Como acha que a vida seria em um local totalmente novo? Conte pra gente nos comentários e, quem sabe, isso não renda um assunto para um próximo artigo…

Até mais!

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