As 5 estrelas mais estranhas já descobertas

Quando pensamos em estrelas, automaticamente nos vem a imagem de um sonho: seja pelo que o conhecido – e tão querido –  divulgador científico Carl Sagan incutiu em nossos corações de que, um dia, poderíamos colonizá-las, como também por sua magnanimidade e suas vidas envoltas em mistério.

Podemos dizer que a estrelas são alguns dos corpos celestes mais importantes do nosso universo e, geralmente, pensamos nelas como corpos celestes imensos, quentes e redondos compostos por hidrogênio e hélio.

Mas o curioso é que elas nem sempre são assim: alguns astrônomos detectaram muitas estrelas que acabaram com a nossas noções pré-estabelecidas: elas são a exceção à regra, o que prova que o universo não é só mais estranho do que imaginamos e sim mais estranho do que alguma vez pedermos imaginar!

O Universo Inteligente apresenta: As estrelas mais estranhas que já descobrimos!

5 – Estrela em forma de ovo

Para já começar essa lista de maneira estranha, iremos te apresentar uma estrela bizarra, também conhecida como Alpha Lyrae ou Alpha Lyr: um corpo celeste que tem a forma de nada mais nada menos do que um ovo!

Essa estrela está localizada a 25 anos-luz de distância de nós e é uma das estrelas mais populares na comunidade científica, já que os astrônomos parecem estudá-la mais do que o nosso próprio Sol.

Sua forma estranha se dá por conta de sua velocidade de rotação intensamente rápida: ela completa uma rotação em torno de si mesma em apenas 12,5 horas, enquanto nosso Sol faz a mesma coisa em 27 dias.

Isso acabou deixando a estrela tão achatada nos polos que sua forma anormal transferiu muita energia do equador, tornando-o cerca de 2.200 graus Celsius mais frio que os polos.

Incrível, não é mesmo?

4 – Estrela com braços espiralados

Quando pensamos em braços espiralados, prontamente visualizamos galáxias como a Via Láctea. Porém, esse padrão se repete em algumas estrelas, em especial à estrela SAO 206462, que tem dois braços em espiral.

SAO 206462 está na constelação de Lúpus (“Lobo”) a cerca de 460 anos-luz de distância da Terra. Essa estrela é cercada por um disco circunstelar muito amplo, feito de poeira e gás, um  disco tão amplo que é quase duas vezes a largura da órbita de Plutão. 

Os astrônomos sabem que braços em espiral podem se desenvolver em torno de uma estrela quando novos planetas estão se materializando dentro de seu disco e isso faz com que exista a possibilidade de que os dois braços espirais foram formados por dois novos planetas que estão se desenvolvendo ali dentro.

3 – Uma estrela dentro de outra estrela

Um “objeto de Thorne-Zytkow (TZO)” é um termo que se refere a uma estrela que está dentro de outra estrela. Esse nome se deve ao físico Kip Thorne e à astrônoma Anna Zytkow que juntos, propuseram a existência dessa estrela em 1975. 

Thorne e Zytkow disseram que os TZOs são formados quando uma estrela de nêutrons é consumida por uma supergigante vermelha. Uma estrela de nêutrons é o núcleo colapsado de uma estrela gigante morta, ao passo que uma supergigante vermelha é uma estrela antiga que está quase sem hidrogênio – um elemento importante necessário para criar luz e calor.

 As supergigantes vermelhas são as maiores estrelas do universo e podem atingir até 2.000 vezes o tamanho do Sol em diâmetro.

Apesar da hipótese ter surgido em 1975, apenas em 2014 os astrônomos acreditavam ter encontrado um TZO, chamado HV 2112: essa estrela estava em uma galáxia anã a 199.000 anos-luz de distância da Terra. 

HV 2112 se assemelha a uma supergigante vermelha muito brilhante, porém é considerada um TZO porque contém grandes quantidades de alguns elementos que não são liberados por super gigantes vermelhas típicas.

2 – Uma estrela perfeitamente redonda

É muito comum pensamos em planetas perfeitamente redondos – apesar de eles não serem, por conta dos polos. O mesmo acontece com as estrelas e com outros corpos celestes em órbita, cuja força centrífuga da rotação os alargam no equador. 

Porém, como o universo é cheio de surpresas, surgiu uma exceção à regra: a cerca de 5.000 anos-luz da Terra está Kepler 11145123, uma estrela que é o objeto natural mais redondo que existe atualmente.

Normalmente, quanto mais rápida a rotação, mais larga é a estrela ou o planeta em seu equador – então sabemos que a Terra ou o Sol não são esferas perfeitas e nem mesmo Kepler 11145123. Porém, essa estrela está muito, muito perto da perfeição: enquanto a Terra é 21 quilômetros mais larga em seu equador do que em seus polos e o Sol é cerca de 10 quilômetros mais largo, Kepler 11145123 é apenas 6 quilômetros maior no equador.

Isso faz dela uma estrela impressionante, já que tem o dobro do tamanho do Sol e a diferença poderia ser bem maior. 

1 – Uma estrela com uma cauda

Quando pensamos em caudas no espaço, geralmente as associamos aos cometas. Porém, mais uma vez, existe uma exceção à regra: estamos falando de Mira, uma estrela binária na constelação de Cetus a 350 anos-luz da Terra. 

Existe uma gigante vermelha chamada Mira A e uma anã branca chamada Mira B. Uma gigante vermelha, como já falamos anteriormente, é uma estrela moribunda, enquanto uma anã branca é uma estrela morta. 

E o mais impressionante que aconteceu com elas é que os astrônomos as detectaram enquanto observavam o universo sob luz ultravioleta: eles pensaram que algum cometa havia deixado uma cauda de 13 anos-luz, ou seja, 20.000 vezes a distância média entre Plutão e o Sol, mas depois descobriram que a cauda estava realmente vindo da gigante vermelha Mira A.

A cauda é composta de vários elementos, incluindo carbono e oxigênio, que os astrônomos pensam que poderiam criar sistemas solares. A Mira libera esses elementos há mais de 30.000 anos. 

Muito interessante, não é mesmo?

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