Células conservadas de um dinossauro de 125 milhões de anos podem conter DNA

Um grupo de cientistas da Academia Chinesa de Ciências e do Shandong Tianyu Museum of Nature, isolaram células de cartilagem em um dinossauro de 125 milhões de anos.

Essas células de cartilagem estavam muito bem preservadas, e contêm núcleos com restos de moléculas orgânicas e cromatina.

O estudo foi publicado na revista cientifica Communications Biology, no dia 24 de setembro de 2021.

Qual dinossauro foi analisado?

O dinossauro utilizado no estudo foi o Caudipteryx, essa espécie possuía o tamanho de um pavão e uma cauda de penas.

Células de um dinossauro de podem conter DNA

“Dados geológicos acumulados ao longo dos anos mostram que a conservação dos fósseis encontrados na Biota de Jehol foi excepcional devido às finas cinzas vulcânicas que sepultaram as carcaças e as preservaram até o nível celular”. Explicou Li Zhiheng, co-autora do estudo.

Qual a relação do DNA com as células?

O time de pesquisadores conseguiu extrair uma seção de cartilagem de seu fêmur direito. Eles descobriram que o dinossauro havia passado por uma fossilização conhecida como silicificação.

Essa preservação foi tão completa que os pesquisadores conseguiram diferenciar as células saudáveis daquelas que já estavam morrendo, devido ao ciclo celular natural.

Células de um dinossauro de podem conter DNA

No entanto, os cientistas informam que ainda é impossível saber sobre a composição do núcleo das células desse fóssil. A co-autora do artigo Alida Bailleul deu uma declaração sobre esse assunto.

“Vamos ser honestos, nós estamos obviamente interessados no núcleo fossilizado da célula porque é lá que a maior parte do DNA deveria estar, caso o DNA tenha sido preservado”.

Apesar disso, a conservação das células desse dinossauro ainda é algo espetacular, visto que algumas delas ainda estavam saudáveis, e esse tipo de conservação é muito rara em fósseis.

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