Entenda a diferença entre a bomba atômica e a bomba de hidrogênio

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No final da Segunda Guerra Mundial presenciamos um cenário que a humanidade jamais viu – e, esperamos, não ver novamente: foi o lançamento das bombas atômicas sobre a cidade japonesas de Hiroshima e de Nagasaki realizado pelos Estados Unidos da América que, pela primeira vez na história, fizeram o uso de armas atômicas.

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Os lançamentos ocorreram nos dias 6 e 9 de agosto de 1945 e chocaram o mundo pela sua capacidade destrutiva em massa. 

A cidade de Hiroshima era habitada por cerca de 350 mil pessoas e calcula-se que a bomba lançada no dia 6 de agosto de 1945 tenha matado por volta de 80 mil delas, em menos de um segundo. Já Nagasaki contava com cerca de 263 mil habitantes e, no dia da explosão nuclear – em 9 de agosto de 1945 – estima-se que entre 39 mil e 80 mil pessoas tenham morrido de imediato.

Considerando os primeiros 2 a 4 meses após os ataques atômicos, os efeitos agudos das explosões mataram cerca de 90 mil e 166 mil pessoas, o que faz desse o maior bombardeio da história humana.

Bem… Mais de setenta anos se passaram e surgiu uma nova ameaça: a bomba de hidrogênio! Com um poder de quase mil vezes uma bomba de Hiroshima, essa é uma tecnologia assustadora, que já se encontra disponível na Coréia do Norte segundo Kim Jong-Un – o líder que afirma tê-la desenvolvido, colocando o mundo inteiro em alerta.

O Universo Inteligente apresenta: A diferença entre a bomba atômica e a bomba de hidrogênio.

Uma bomba atômica – ou, também conhecida como bomba nuclear, é uma arma explosiva que, por meio de reações nucleares, obtém todo o seu potencial destrutivo.  Essas reações nucleares são chamadas de fissão nuclear: um processo que consiste na divisão de átomos, o que causa a instabilidade necessária para que a reação ocorra.  Nas bombas nucleares são usados geralmente Urânio e o Plutônio e a fissão de um átomo de Urânio gera uma energia de cerca de 180 milhões de elétrons volts – para se ter ideia, durante um processo de fissão, a energia resultante de um único átomo é capaz de mover um grão de areia, que contém vários átomos em sua estrutura! A fissão acontece em cadeia: quando os nêutrons do núcleo do átomo se dividem, alguns atingem os núcleos dos outros átomos próximos, dividindo-os também e assim sucessivamente.

Então, se cada átomo dividido é capaz de produzir energia o suficiente para mover um grão de areia… dá para ter noção do tamanho da nocividade que uma bomba atômica é capaz de produzir, não é mesmo?

Bombas parecem ruim de modo geral e apostamos que você deva estar se perguntando: “mas será que dá para piorar?”. A resposta é sim, dá! E é aí que surge a bomba de hidrogênio, ou também conhecida como “bomba termonuclear”. 

Podemos dizer que a principal diferença entre uma bomba termonuclear e uma bomba atômica é, sobretudo, o seu potencial destrutivo. Enquanto a bomba atômica detona por um processo de fissão nuclear, a bomba de hidrogênio explode pela fusão nuclear – e isso faz dela até mil vezes mais potente que uma bomba atômica.

 O processo de detonação de uma bomba de hidrogênio é bem curioso e, para se ter ideia, a fusão nuclear é um fenômeno que acontece no Sol. A título de exemplo, quando 4 prótons (ou, 4 núcleos de hidrogênios) se unem para formar um núcleo de hélio, há a liberação de um pósitron – uma antipartícula do elétron – gerando uma grande quantidade de energia. Em outras palavras, a fusão nuclear ocorre quando dois núcleos menores se unem e originam um núcleo maior e mais pesado, capaz de liberar grandes quantidades de energia.

No entanto, para que a fusão nuclear ocorra, é necessário que a temperatura seja muito, mas muito elevada! Possivelmente na ordem de 10 milhões de graus Celsius, como no Sol, cuja temperatura é de 15 milhões de graus Celsius. Para isso, a bomba de hidrogênio se utiliza de um aspecto mais assustador ainda: são colocadas bombas atômicas em funcionamento, a fim de que a temperatura alta desejada forneça energia o suficiente para que a fusão nuclear ocorra. 

Porém, a fusão que se realiza na bomba de hidrogênio não é entre hidrogênios como a do Sol, mas sim entre o deutério e o trítio, que são seus isótopos. Essa reação libera mais energia e ocorre numa velocidade ainda maior. 

Estima-se que uma única bomba de hidrogênio tenha o poder de detonação de quase mil bombas de Hiroshima!

Nas mãos de poucos países como Estados Unidos, Rússia, Inglaterra, França e China estão as bombas atômicas convencionais… agora, quem está em posse dessa nova arma é a Coreia do Norte e o ditador Kim Jong-un, que afirmou já ter assistido testes dessas bombas de hidrogênio em funcionamento, gerando tremores de quase 7 pontos na escala Richter. 

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