Exótico Pinguim amarelo é encontrado em uma ilha na Geórgia do Sul

O mundo animal é cheio de surpresas e maravilhas, e quando pensamos que já vimos de tudo somos surpreendidos mais uma vez. Dessa vez, o que chamou a atenção de pesquisadores foi a aparição de um raro pinguim amarelo.

Em uma ilha da Geórgia do Sul, próxima a região da Antártida, cerca de 200.000 aves se reúnem durante a época de acasalamento. Enquanto isso o fotógrafo belga Yves Adams, que estava registrando algumas espécies em seu blog, avistou um Pinguim Amarelo que chamou sua atenção.

A ave avistada e registrada por Yves tinha o corpo em uma coloração creme, suas penas na cor amarela e um bico marfim.

Pinguim amarelo é encontrado em uma ilha no sul da Geórgia

O pinguim amarelo é um ótimo nadador, sendo capaz de alcançar velocidades entre 5 e 10 quilômetros por hora. Além disso, ele se locomove deslizando de barriga, como se estivesse descendo em um escorregador.

Porque o pinguim amarelo tem essa coloração?

De acordo com Dee Boersma, especialista em pinguins e professora em Conservação e Ciência na Universidade de Washington, “O termo adequado para o pássaro de penas amarelas é leucismo, uma mutação genética na qual o animal é, em sua maioria, branco mas ainda produz algum pigmento”.

A co-presidente do Grupo de Especialistas em Pinguins da União Internacional para a Conservação da Natureza ainda completou o assunto explicando que “a falta de pigmento difere entre os indivíduos, mas no geral eles aparentam ter sido mergulhados em alvejante”.

Pinguim amarelo é encontrado em uma ilha no sul da Geórgia

Daniel Thomas, especialista em pigmentação de pinguins da Universidade de Massey na Nova Zelândia, confirmou a declaração de Boersma e completou a explicação mostrando a diferença entre Leucismo e albinismo.

De acordo com Daniel, enquanto o albinismo é a falta total de melanina, que é dividida em dois tipos: a eumelanina e a feomelanina, as aves com a característica de leucismo ainda produzem a feomelanina.

Um exemplar raro.

Dee Boersma comentou que, em seus 38 anos estudando os pinguins essa foi a primeira vez que ela viu um pinguim amarelo. Ela ainda explicou que pode ver pouquíssimos animais que também compartilham dessa característica.

 

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