O meteorito pré-histórico que atingiu o Ártico e deixou uma cratera com uma perfeita simetria

Graças a internet, o acesso as informações se tornou muito mais fácil, seja para encontrar algum lugar, descobrir significados ou até nos mantermos informados sobre tudo que acontece no mundo inteiro em poucos minutos.

“Olho de Cristal” é um buraco de pelo menos 3,5 quilômetros de diâmetro localizado no Ártico canadense, existindo há milênios nos desenvolvimentos culturais da área.

O buraco é preenchido por água gelada de cor azul escura e seu formato em círculo perfeitamente simétrico.

Os pesquisadores da NASA comentam que o impacto do meteorito foi catastrófico, podendo ter atingido até a Terra com a força de 8.500 bombas nucleares.

Este acidente natural é chamado de Cratera de Impacto Pingualuit, que é uma depressão circular no chão que se formou com o resultado do impacto. De acordo com relatos dos meteorologistas locais, esta é a cicatriz deixada após a queda de um meteorito colossal durante o Pleistoceno.

Ainda não sabem a data exata de quando a cratera surgiu, porém, a data mais próxima que conseguiram chegar foi de 1,4 milhões de anos atrás.

Os nativos no Ártico chegaram a dar um nome para o acontecido. O nome vem do Inuktitut, referindo-se a imperfeição ou espinhas na pele causada pelo tempo muito frio. Assim como no Ártico, outros lugares também apelidaram o buraco, como “Nova Cratera Quebec”, “Cratera Ungava” e “Cratera Chubb”.

A primeira vez que o “Olho de Cristal” foi descoberto foi em 1950. De acordo com as medições contemporâneas, a borda da estrutura vai até 160 metros acima do nível do solo.

A lagoa atinge uma profundidade de 250 metros, armazenando milhões de litros de água congelada. Entretanto, esse não é o único corpo d’água existente na área. Há vários outros menores ao seu redor, perfeitamente simétricos e circulares.

“Alguém do mundo ocidental o conheceu pela primeira vez naquele ano, durante a Segunda Guerra Mundial, quando pilotos de caças o viram e o usaram como auxiliar de navegação. Mas eles não compartilharam com o resto do mundo até o fim da guerra”, disse Pierre Philie ao BBC.

A NASA acredita que o Olho de Cristal é um dos vestígios mais importantes da era Pleistoceno que permanecem intactos. Principalmente porque forneceu informações úteis sobre as mudanças climáticas durante a última era glacial.

Hoje, o mistério continua cercando o lugar, surpreendendo os cientistas por não está conectado a nenhum outro corpo de água. Embora existam outras lagoas menores ao redor da cratera, seu lago não está contaminado por nenhum agente externo.

Como não foi tocado por nenhum elemento externo, as algas que habitam o sedimento olho de cristal podem ser as mesmas de 1,4 milhões de anos atrás. Além de lançar luz sobre formas de vida arcaicas na Terra, é uma referência única na história natural do nosso planeta.

Incrível, não é mesmo?

Publicidade

Deixe um comentário...